quinta-feira, 20 de junho de 2013

Babywearing II - Questões práticas

Quando pensamos nas coisas que precisamos de comprar para um bebé que vai nascer uma das primeiras coisas de que nos lembramos é o carrinho e, por vezes, parece-nos que seria impensável não ter um objecto que parece tão útil e essencial como este. Mas, a verdade é que, este objecto não é de todo imprescindível e, na verdade, pode fazer mais mal do que bem se o usarmos demasiado (ver artigo http://parentalidadecomapego.blogspot.pt/search/label/Babywearing%20-%20use%20o%20seu%20beb%C3%A9). Existem formas bem mais agradáveis e saudáveis (tanto para os pais como para os filhos) de transportar o seu bebé. Antes do meu filho nascer nem me questionava acerca da inevitabilidade de arranjar um carrinho qualquer para o transportar já que é algo que, na nossa sociedade, está sempre tão associado aos bebés. Felizmente acabámos por nunca o fazer e, hoje com quase dois anos de babywearing, estamos felizes por termos poupado o dinheiro e o espaço que este iria ocupar mas, acima de tudo, estamos felizes pela descoberta do babywearing que facilitou tanto a nossa vida em todos os níveis.
No nosso caso experimentámos vários tipos de porta-bebés à medida que o nosso filho foi crescendo e que nós os fomos descobrindo, por isso resolvi deixar aqui a nossa opinião acerca de todos aqueles que já experimentámos. 

Sling de argolas – este foi o primeiro porta-bebé que usámos.

Vantagens: È muito prático de por e tirar e, porque tem argolas, adapta-se bem a qualquer pessoa - mesmo que as estaturas sejam muito diferentes - ao contrário do que acontece com os slings que não têm argolas que precisam de ser comprados em função do tamanho da pessoa que o irá usar. Tem uma espécie de aba, em tecido que também pode ser muito útil para proteger bebés pequenos do sol, ou do vento e, também pode ser usada para dar de mamar de uma forma mais discreta. É muito fácil de transportar quando não está a ser usado, quer se mantenha pendurado no ombro ou dentro de uma mala. Pode ser também muito útil quando o bebé começa a querer andar porque é muito fácil deixá-lo andar no chão um pouco e voltar a colocá-lo no sling novamente.
Em relação aos slings sem argolas julgo que também se torna mais confortável, não só por ser ajustável, mas também porque é possível espalhar o tecido no ombro em que o sling se apoia, de forma a distribuir bem o peso.
Desvantagens: com bebés mais pesados ou pessoas com a coluna mais frágil, pode não ser muito confortável para usos prolongados porque o peso fica mais concentrado num dos lados do tronco. 

Pano porta-bebé – Quando o meu filho começou a ficar um pouco mais pesado, preferimos começar a usar mais o pano porque permite uma melhor distribuição do peso.

Vantagens: Permite distribuir bem o peso pelo corpo de quem usa, o que significa que não prejudica a coluna vertebral e se torna mais confortável de usar por longos períodos do que o sling. Na verdade, se for bem colocado, até há quem diga que acaba por fortalecer os músculos das costas. No meu caso – que tenho uma hérnia discal e não me dou muito bem com pesos – nunca senti que me prejudicasse  a coluna ou que me fizesse dores de costas e sempre andei muito tempo a pé, diariamente, com o meu filho no pano. No inverno pode ser muito útil para proteger o bebé do vento e do frio, já que é possível tapar a cabeçinha com o pano mas manter o rosto destapado, de forma a que o bebé possa ver a rua. É fácil de transportar quando não está a ser usado, apesar de ser um pouco volumoso.
Desvantagens: pode demorar um pouco a por e a tirar, sobretudo quando ainda não se tem muita prática. Como o pano dá algumas voltas, no Verão, com o calor, pode tornar-se um pouco quente. 

Podeagi – é uma espécie de compromisso entre o pano e o sling no sentido em que é quase tão prático de por e tirar como o sling mas distribui tão bem o peso como o pano.
Vantagens: é mais prático de colocar do que o pano. Permite uma boa distribuição do peso, por isso torna-se confortável mesmo com uso prolongado e bebés pesados. Quando começam a andar mas ainda se cansam facilmente é mais prático de usar do que o pano, porque se põe e tira mais facilmente. Também é menos volumoso que o pano, para se transportar quando não está a ser usado. Como dá menos voltas que o pano também se torna mais fresco, sobretudo na zona das costas. 
Desvantagens: não se consegue apoiar tão bem a cabeça do bebé quando adormece como com o pano o que pode não ser tão confortável quando a criança adormece ou no caso de um bebé muito pequeno. No entanto, fizemos muitas caminhadas com o meu filho a dormir confortavelmente instalado no podeagi. 

Ergo-Baby – quando o meu filho ficou mais crescido e pesado, resolvemos experimentar um ergo-baby, que é o que usamos actualmente. Esta é uma marca de porta-bebés fisiológicos, o que significa que respeita a anatomia do bebé ( ao contrário daqueles porta-bebés rígidos em que o bebé fica pendurado pelas virilhas e com uma posição incorrecta para a coluna vertebral).
Vantagens: é mais prático de por do que o pano ou o podeagui e permite também uma boa distribuição do peso. Tem alças almofadadas que podem tornar um pouco mais confortável a pressão que faz o peso da criança nos ombros. É mais fácil de colocar às costas do que o pano ou podeagui. È muito prático com crianças que já andam porque podem subir e descer do porta-bebés à vontade com muita facilidade. Quando não está a ser usado também se torna muito prático deixá-lo preso à cintura, deixando-nos as mãos livres. Tem uma parte de tecido que se prende com molas e que permite apoiar a cabeça do bebé quando este adormece, tal como no pano. 
Desvantagens: o peso fica mais localizado nos ombros. Com o pano é possível espalhar o tecido pelos ombros e costas para que o peso fique mais distribuído, neste caso, como as alças são mais estreitas, não é possível fazê-lo. No entanto, como as alças são almofadadas e como o peso também se distribui pela cintura, não acho que se torne mais desconfortável. Não é tão fácil de por dentro de uma mala ou saco

como o pano ou podeagui. Nunca o experimentámos com um bebé pequenino mas parece-me, que neste caso, não seria tão confortável para o bebé como um pano, podeagui ou sling, porque – apesar de não ser rígido – não se molda tão bem ao seu corpo como os outros porta-bebés que são apenas uma faixa de tecido.

Tula Baby Carrier -

Recentemente, com o meu filho a crescer, cheguei à conclusão que o ergobaby já começava a tornar-se desconfortável para ambos. Por indicação de uma pessoa conhecida, descobri esta marca que faz porta-bebés específicos para crianças maiores e fiquei fã. Estes porta-bebés permitem um melhor apoio para as pernas de uma criança a partir dos 18 meses - porque têm uma largura maior de tecido além de um enchimento próprio na zona onde as pernas da criança se apoiam - o que o torna mais confortável para a criança e também permite aos pais uma melhor distribuição do peso, tornando-o muito mais confortável de usar.


Para saber mais sobre o Tula, pode ver o site: http://www.babytula.com/
Pode encontrar mais informações sobre o ergobaby também no site da marca: http://store.ergobaby.com/
Uma outra marca de porta-bebés que também são ergonómicos é a Manduka que, na verdade, tem uma largura até um pouco maior do que a do ergobaby o que pode permitir um transporte mais confortável, de uma criança maior. 

Para saber as várias formas de colocar o pano, sling ou podeagui, encontra informação bastante detalhada no site: http://www.psicolor.net

Uma pesquisa no YouTube com o tópico Babywearing também pode mostrar-lhe vários vídeos que ensinam como usar os vários tipos de pano.

            Bons passeios!




2 comentários:

  1. Achei o preço do Tula $urreal, 150 libras... sem condições. Vocês sabem de algum lugar aqui no Brasil que venda?

    ResponderEliminar
  2. eu estou em Portugal, Gabriela, por isso não sei onde se vendem tulas no Brasil.

    ResponderEliminar